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Você tem respeitado seu tempo e seus limites?

  • Foto do escritor: Juliana Pigolli
    Juliana Pigolli
  • 21 de ago. de 2022
  • 2 min de leitura

Bem, como terapeuta eu vivo puxando orelha nos meus atendimentos para que as pessoas tenham mais auto-compaixão, se respeitem mais, sejam mais generosas consigo mesmas. E advinha? Claro que nem sempre aplico isso pra mim. Alguns diriam que é hipocrisia. Eu mesma me chamei de hipócrita centenas de vezes, principalmente na última semana. Mas acho que o ponto aqui é o olhar de fora. Eu to de fora, então pra mim é fácil enxergar a situação dos outros com mais clareza. Já nas minhas situações pessoais eu também preciso de alguém de fora pra me dar esses sacodes. Daí tomei várias chineladas na cara da minha terapeuta na última consulta.

Bom, o ponto é... eu me cobro demais! Sofro da síndrome de estocolmo* com o maldito mantra da minha geração: "trabalhe enquanto eles dormem" (quando na verdade eu queria é tá dormindo até enquanto eles trabalham, imagina enquanto eles dormem...).

Além disso (claro q também culpo a astrologia rsrsrs) tenho uma relação bem tóxica com o tempo proveniente de um saturno na casa 1 onde sempre acho q to atrasada em tudo nessa vida.

A última semana eu quase me sufoquei de cansaço e sensação de fracasso por não conseguir dar conta de tudo o que tinha pra fazer. Descansar pra mim ainda é sinônimo de culpa. Mas me permiti não fazer nada (relacionado à trabalho, estudo, futuro) esse fim de semana em prol da minha saúde mental. Porque afinal se eu não descansar agora não tem Juliana do futuro.

Enfim, espero que todxs estejam conseguindo descansar. Se alguém é assim como eu, não acostumado à descansar... força, um dia de cada vez, um pouco por dia, sem desespero, sem se matar de tanto fazer... o ócio também é parte da produção!


*síndrome de estocolmo é o nome dado à um padrão de comportamento e sentimento desenvolvido por vítimas de agressão, sequestro ou abuso gerando ligação sentimental ou empatia por seu agressor. Apesar do termo "síndrome" ela é melhor definida como um estado de confusão e padrões comportamentais que podem ser manifestados em situações de extrema exposição ao estresse e situações limítrofes do que uma síndrome ou doença propriamente dita.

 
 
 

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